segunda-feira, 23 de março de 2020

Por que o tema "200 anos da chegada de Saint Hilaire no RS" merece atenção especial - Parte III

por Rogério Bastos
@rogeriopbastos



No Litoral Norte

            Saint-Hilaire entrou pela divisa catarinense, atravessando desde Torres os chamados Campos de Viamão. O Litoral Norte é caracterizado como uma planície rasa, onde o pasto é duro e áspero, não existindo aquelas ervas finas e tenras tão úteis aos animais. A principal cultura é a mandioca, mas também existem roças de milho e feijão. Na serra de Santo António é feita a cultura de cana, havendo grandes plantações destinadas ao fabrico da aguardente. Desde logo Saint-Hilaire percebe algumas particularidades não observadas nas anteriores capitanias de Minas Gerais e São Paulo (incluindo Paraná). Assim, há muitos brancos, há negros, mas não há mulatos. As mulheres não se escondem à aproximação de estranhos. Num detalhe de observação, ele se refere ao preconceito dos cavaleiros contra o uso de éguas para montaria (chegam a valer só pataca e meia).

          Depois de ter estado em Porto Alegre, Saint-Hilaire acompanha a comitiva do Capitão-General Conde da Figueira que está se dirigindo por terra a São José do Norte/Rio Grande, e assim percorre novo trecho do Litoral Norte. Em Palmares e São Simão já não há quase árvores e o terreno é muito arenoso. A estrada é pouquíssimo frequentada, havendo percursos em que não se encontra nenhum viajante. Plantada em meio à solidão, a aldeia de Mostardas situa-se entre areias e se compõe de quarenta casas. Na lagoa do Peixe, que é próxima do mar, os moradores têm o hábito de abrir de tempos em tempos um sangradouro de comunicação com o oceano, e com isso o lago se enche de peixes que são capturados com facilidade. Os arredores são impregnados de sal, e as pastagens conferem um bom paladar à carne. A principal atividade é a criação de ovelhas. Com a lã produzida as mulheres fazem ponchos — brancos com riscas pretas ou pardas — destinados a negros e índios e vendidos à razão de 6 patacas em Porto Alegre, Rio Grande e outras localidades.

quarta-feira, 18 de março de 2020

Por que o tema "200 anos da chegada de Saint Hilaire no RS" merece atenção especial - Parte II

O RIO GRANDE- DE SAINT- HILAIRE

por Rogério Bastos
@rogeriopbastos


A entrada, no cenário sul-rio-grandense, do genial naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire, com sua argúcia na observação seja de uma planta ou de uma pessoa, praticamente torna desnecessária maior reconstituição do passado. Em seu diário ele vai anotando o presente com o calor de quem vive a História.

  Já havia três anos que ele percorria as cidades e os sertões do rio São Francisco, das Minas Gerais, da Capitania de São Paulo (inclusive Paraná) e Capitania de Santa Catarina, quando em 1820 chegou à nossa divisa do rio Mampituba. Aqui ele esteve (em duas etapas, intermediadas pelo percurso da Província Cisplatina) durante nove meses (até meados de 1821). Sofreu muito com nosso clima, ouviu o povo se referir à recente seca ("a mais prolongada de todos os tempos"), ficou ilhado por causa das incríveis enchentes, bateu queixo de frio em Porto Alegre, sofreu calorão em São Borja, viu levado pelos ares o teto sob o qual se hospedava em Restinga Seca quando veio inesperado tufão, pensou que ia morrer e só rezava um salmo da Bíblia quando o veleiro em que viajava foi subitamente envolvido pelos ventos na lagoa dos Patos. Falou com ricos, pobres, negros, índios, donos de estância, senhores comerciantes e meninos escravos — com todo mundo, enfim. Por tudo isso, sua Viagem ao Rio Grande do Sul se constitui numa insubstituível "reportagem" sobre nossa gente na antevéspera da Independência.

        Vamos remanejar trechos esparsos que estão distribuídos aqui e ali (segundo a tradução portuguesa de Leonardo de Azeredo Penha, única até hoje editada), e pretendemos com essa liberdade transmitir simplesmente melhor encadeamento dos assuntos.

Eis o Panorama Geral:

     "Esta Capitania é certamente uma das mais ricas de todo o Brasil e uma das mais bem aquinhoadas pela Natureza" — escreve Saint-Hilaire. — "Os ventos, renovando constantemente o ar, fazem com que certas moléstias, tais como as febres intermitentes, sejam aqui inteiramente desconhecidas. As moléstias mais comuns são as doenças do peito e da garganta e os reumatismos, que provêm das contínuas mudanças de temperatura”.

     "Situada à beira-mar, possui inúmeros lagos e rios que oferecem fáceis meios de transporte. Entretanto, no tocante à Lagoa dos Patos e seus canais de acesso, é verdadeiramente inconcebível que não tenha o governo, até agora, tomado medida alguma para tornar menos perigosa a navegação, que tanto contribui para a riqueza da Capitania. Há alguns pilotos que se encarregam de conduzir os barcos de Rio Grande a Porto Alegre e vice-versa, mas não são revestidos de nenhum caráter legal, e pode acontecer tomar-se algum inábil”.

      "O solo produz trigo, centeio, milho e feijão com abundância, e experiências têm provado que todas as árvores, cereais e legumes da Europa aqui produzirão facilmente se forem cultivados”.

     "Distinguem-se estâncias e chácaras. A estância é uma propriedade onde pode existir alguma cultura, porém ocupa-se principalmente da criação de gado. A chácara tem área bem menor e só se destina à agricultura".

      "As pastagens, comportando uma imensidão de gado, não exigem dos estancieiros grandes despesas com escravos, como acontece nas regiões de mineração e de indústria açucareira. Não é raro encontrar estâncias com renda de 10 a 40 mil cruzados. Como quase não há despesas a fazer, tal fortuna tende a aumentar em rápida progressão".

     "Nada mais comum aqui que o roubo de animais. É tão banal esse gênero de furto, que chega a ser visto como coisa legítima".

     "As rendas da Capitania se compõem dos direitos alfandegários, dos do registro de Santa Vitória passo do rio Pelotas na divisa com os campos de Lajes), do quinto dos couros exportados, dos dízimos, dos pedágios e travessia de rios.

     "Há sérios inconvenientes no poder absoluto até agora atribuído aos capitães-generais. Sem nenhum obstáculo podem seguir todas as suas ideias, executar todos os seus planos, por esdrúxulos que sejam, e seus subalternos nunca deixam de se extasiar diante do que eles fazem. Mas, quando um general deixa a Capitania, procuram se vingar do seu despotismo, depreciando todas suas obras. Seu sucessor abandona-as, e começa outras, que por sua vez serão um dia esquecidas".

"Segundo dados que me foram fornecidos pelo Senhor José Feliciano Fernandes Pinheiro, a Capitania tem 66.665 habitantes, sendo 32.000 brancos, 5.399 homens de cor livres, 20.611 homens de cor escravizados e 8.655 índios. Nas Missões, segundo Fernandes Pinheiro, existem 824 brancos e 6.395 índios; mas, pelo relatório dos administradores daquela província, a população não vai além de 3.000 guaranis-portugueses.

     "Os habitantes passam a vida, por assim dizer, a cavalo, e frequentemente locomovem-se a grandes distâncias com rapidez suposta além das possibilidades humanas. A maioria deles é originária de Açores, tal como os da Capitania de Santa Catarina. Todavia, uns e outros pouco se assemelham. Os daqui são corpulentos, os outros são magros e pequenos. Os daqui são corados, têm maior vivacidade de modos, os dali têm tez amarelada. Tais diferenças provêm naturalmente de seus regimes e hábitos. Os daqui vivem continuamente a cavalo, fazendo exercícios e respirando o ar mais puro e sadio da terra; os catarinenses vivem quase sempre da pesca ou do trabalho da terra. Os desta Capitania comem carne, e algumas vezes pão, e os segundos alimentam-se quase somente de peixe e farinha de mandioca".

      "Os brasileiros são em geral prestimosos e generosos, mas o hábito de castigar os escravos embota-lhes a sensibilidade. Nesta Capitania acresce uma outra modalidade da dureza de coração. Vivem, por assim dizer, no meio de matadouros; o sangue dos animais corre sem cessar, ao redor deles e desde a infância se acostumam ao espetáculo da morte e dos sofrimentos. Não é pois de estranhar sejam mais insensíveis que o resto dos seus compatriotas. Fala-se aqui da desgraça alheia com o mais inalterável sangue-frio".

     "Há muita suscetibilidade no aspecto de defesa do território doméstico. Nas Missões, fui muito mal recebido pelo estancieiro Padre Alexandre porque não cumpri certas formalidades à chegada. Quase sempre eu andava à frente meu criado Matias para pedir pousada, mas também entre Cachoeira e Rio Pardo me apresentei sozinho e meu hospedeiro censurou-me acremente por eu ter, à chegada, atravessado a cerca que separava o campo e o pátio. 'Nem um homem mal-educado procederia assim — disse-me —; devíeis ter ficado fora, chamando-me e esperando que eu respondesse: Respondi que não tinha intenção de ofendê-lo e consegui abrandá-lo um pouco, apesar de continuar muito frio".

      "Observo frequentemente em minhas viagens como a influencia do clima é poderosa sobre os seres vivos. Na zona tórrida os cães latem menos, são tímidos e fogem à mais insignificante ameaça. Ao contrário, nesta Capitania eles latem muito e frequentemente perseguem os transeuntes com audácia e animosidade".



quinta-feira, 12 de março de 2020

Rogério Bastos comenta sobre os 200 anos da chegada de Saint Hilaire no RS


              Mais uma vez demorei pra aparecer por aqui, em função das atividades de rotina. Porém, sempre que houver conteúdo importante, atentarei às postagens, prometo! Acompanhem os próximos posts, com textos enviados pelo nosso colaborador Rogério Bastos!

Por que o tema "200 anos da chegada de Saint Hilaire no RS" merece atenção especial - Parte I
Auguste de Saint Hilaire – Os 200 anos da chegada ao Rio Grande do Sul  do mais brasileiro dos naturalistas europeus
por Rogério Bastos
@rogeriopbastos

 Desde a chegada, da corte portuguesa ao Rio de Janeiro, em 1808, o Brasil teve seu território aberto à visitação de naturalistas das mais diversas nacionalidades, que para cá se deslocavam em busca de descobertas sobre um território desconhecido e promissor, tanto sob o ponto científico quanto econômico.

         Auguste François César Prouvansal de Saint-Hilaire nasceu em Orleans, na França, em 4 de outubro de 1779, filho de Augustin François Prouvansal de Saint-Hilaire (1745-1835) e de Anne Antoinette Jogues de Guédreville et Poinvillé (1755-1842). Oriundo de família nobre, fez seus primeiros estudos no Colégio Real Militar de Pontlevez, dirigido pelos beneditinos. Depois da Revolução Francesa, foi enviado para a casa de um tio na Holanda, onde estudou comércio. Voltou à terra natal em 1802, dirigindo-se para Paris, passando a estudar botânica no Museu de Ciências Naturais .

        A convite do duque de Luxemburgo, então embaixador extraordinário da França junto à corte portuguesa, partiu do porto de Brest para o Brasil em companhia do diplomata seu protetor, em 1º de abril de 1816, a bordo da fragata Hermonione, desembarcando no Rio de Janeiro, em 1º de junho daquele ano.

        Ao chegar já iniciou suas incursões pelas províncias do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além do território da Cisplatina (Paraguai e Argentina). Percorreu cerca de 2,5 mil léguas (aproximadamente, 12,5 mil quilômetros), formando um herbário de 30 mil espécimes de mais de 7 mil espécies, das quais cerca de 4,5 mil eram desconhecidas dos cientistas à época.

        Saint-Hilaire encaminhou à Europa amostras de minérios, 129 espécimes de mamíferos (48 espécies), 2.005 aves (451 espécies), 35 espécimes de répteis (21 espécies), 58 peixes (21 espécies), algumas conchas e cerca de 16 mil insetos, dos quais 800 ainda não eram conhecidos.

        Poucos investigadores estrangeiros, dentre os muitos que nos visitaram com propósitos científicos, se mostram tão compreensivos e cordiais a nosso respeito. Ninguém mais atento do que ele no empenho de desvendar aos olhos da Europa a ecologia dessa parte do mundo.

         O resultado que ele obteve não se limitou, porém, a coleta, classificação e preservação do material encontrado. À medida que o examinava, Saint-Hilaire redigia comunicações, relatos de viagem e permutava informações com botânicos e instituições diversas; tratava, em suma, de tornar conhecida a opulência da natureza brasileira, imperfeitamente conhecida, naquela época, inclusive por nós mesmos.

        Viagem ao Rio Grande do Sul, enquanto relato de excursão científica, poderia ter ficado restrito à botânica, principal objetivo do viajante. Para quem redigia tal documento, nas pausas de desconfortável visita a sítios agrestes, ermos e ignorados, o texto ora impresso era um subproduto, em face da primaria dada por Saint-Hilaire ao seu herbário, que levava consigo como o maior tesouro por ele descoberto no Novo Mundo. Entretanto, nos dias de hoje, para todos nós, a Viagem é que é o documento vivo. Quer dizer quanto mais o tempo transcorra, mais valiosas serão suas páginas, vivificadas pela abrangência de um espírito observador.




quarta-feira, 22 de janeiro de 2020


Como prometi, nesse mês estarei apresentando alguns dos novos colaboradores da nossa Confraria. 
Hoje apresento-lhes a Renata, conhecida de grande parte dos nossos leitores, que estará contribuindo com o nosso conteúdo. 
Não esqueçam de compartilhar, quando gostarem! 


Diversidade e a pluralidade cultural

por Renata da Silva
@prendars_

        Estou beirando a casa dos 30 anos e aprendi, só agora, sobre diversidade cultural.
Ser tradicionalista desde a tenra idade me levou por um caminho maravilhoso, repleto de experiências e conhecimentos que me fizeram desenvolver como ser humano e descobrir muitas aptidões.
        No entanto, esse mesmo caminho me alienou. E, no Rio Grande, isso não é difícil de acontecer, porque adotar a ideologia do “gaúcho raiz” vai te levar, inevitavelmente, para dentro de um galpão de CTG. E, dentro do CTG, para as regras do MTG.
    Isso é ruim? Não. Pelo menos para mim nunca foi. Devo minha maturidade pessoal e vida profissional atual às oportunidades que o Movimento Tradicionalista Gaúcho me proporcionou.
      Além de ter sido prenda de faixa desde a categoria simpatia na entidade, fui também 1ª Prenda da 30ª RT nas três categorias, e ainda 1ª Prenda do Rio Grande do Sul nas categorias mirim e adulta. 
      Hoje, sou Coordenadora de Cultura do município de Campo Bom. E essa função está diretamente ligada ao trabalho executado no parágrafo acima.
      Mas assim como o mundo mudou, eu mudei e o tradicionalismo também tem mudado. E hoje, mais do que nunca, é preciso entender a diversidade e a pluralidade cultural do nosso povo. Essa compreensão, ou talvez a simples busca por ela, garantirão que os Centros de Tradições Gaúchas e os seus frequentadores cumpram com as ambições sociais e cívicas que o movimento sempre carregou, para não dizer as culturais.
       Por isso hoje me coloco a disposição dessa confraria com o intuito único de colaborar com ideias e pensamentos voltados às questões culturais que me fizeram permanecer nesse caminho que conheci aos 5 anos de idade, e o qual sigo defendendo.


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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

VOLTAMOS!

Boa tarde, pessoal!

Nos próximos dias estarei apresentando alguns dos novos colaboradores da nossa Confraria. 
Hoje apresento-lhes a Lívia, que estará contribuindo com o nosso conteúdo. 
Não esqueçam de compartilhar, quando gostarem! 




A teia

por Lívia Monteiro
@llmonteiro

Certa vez, durante um dos meus projetos como prenda, me questionaram sobre o que era cultura, uma pergunta fácil para quem respira tradição não acham? Mas naquela situação, quem falava comigo era uma criança entre seus dez anos de idade. A pergunta que eu buscava resposta era como explicar, de forma rápida e simples, a sua importância, para alguém que certamente levaria a minha explicação como base sobre o que era cultura para o resto da sua vida.
Como estudante de jornalismo, uma das maiores dificuldades em que nos deparamos como comunicador é saber moldar a nossa fala. Por incrível que possa parecer, a tarefa mais difícil que nos deparamos em nosso dia a dia é desconstruir todo vocábulo pomposo, adquirido pelos livros, à simplicidade do outro. Cultura, portanto, explicado para aquela criança, foi uma teia de aranha.
        Cada um de nós tem a sua teia, que nasce como nós, pequena, e ao longo do tempo vai crescendo através de fios que se ligam e se sustentam, formando quem somos. Mas ao longo das nossas trajetórias, em que mudamos a todo momento e transformamos as nossas características em novas características, as nossas teias se misturam com as teias de outras pessoas, formando assim a teia de um povo, com hábitos e costumes e que, ao serem passados de geração em geração, torna-se única.
        Já nesse momento da conversa a explicação sobre o que era uma tradição surgiu de forma natural. A nossa teia, bem como a teia de um povo, precisa de uma proteção, pois se perdermos os fios que se conectaram no decorrer das nossas vidas, como poderemos saber quem realmente somos? Como saberemos da onde viemos e para onde iremos? Pois bem, todos nós precisamos de uma aranha. Para um povo, essa aranha pode ser reconhecida como tradicionalismo. Algo que está sempre em movimento, resgatando fios que se rompem, tecendo novos fios a partir de novas teias que entram nessa mistura de histórias e que se ligam e se desligam a todo tempo. A aranha, nesse caso, é muito mais que uma proteção, é a mãe que não deixa seu filho morrer de fome.
          Eu, que ainda não me apresentei, trago essa analogia que vivi sobre a aranha e sua teia, por que acredito que assim como a criança que me questionou, crianças já crescidas ainda não tiveram alguém que explicasse de forma simples, até mesmo boba, o que era cultura.
         Cultura é o que nos define e nos liga. Uma nação que não tem cultura, não possui identidade. E isso implica em diversos processos para o desenvolvimento de um povo, país, ou seja lá o que a definição dessa teia possa ser. Mexe com a formação social, dividida entre a educação, as ciências, as filosofias, as artes e o civismo de uma localidade. Cultura é a forma mais pura de cidadania e devemos entender isso, de forma rápida e simples, pois nesse momento de caos, nosso povo precisa.
        Antes que eu me esqueça, olá, sou Lívia Monteiro, tenho 20 anos e faço jornalismo, seja ele na faculdade ou em toda vez que respiro e começo hoje a fazer parte da Confraria de Cultura, escrevendo pautas que a vida se encarrega em me dar. Espero que gostem. Um abraço.
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sexta-feira, 12 de julho de 2019

Rio Negro - Onde encontrei meu amor

Nesse domingo (14) ocorrerá o lançamento do livro Rio Negro - Onde encontrei meu amor, um romance espírita que passa por volta de 1876, no Rio Grande do Sul, escrito por Roberta Verdi. 

Acompanhando o lançamento da obra será apresentado o Musical Rio Negro, do Pampa à Paris,interpretado por Roberta Verdi, Eduardo Verdi e Lucas Gross.
         
Um encontro com música e literatura enaltecendo a cultura do Rio Grande do Sul, não percam!

Data: 14/07/2019
Hora; 19:00h
Local: Palacete Pedro Osório - Bagé/RS

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Começa hoje o III Congresso Estadual de Cultura em Bento Gonçalves

             
     Muito falamos da importância da cultura para aquecer a economia do nosso estado. Pois o grande fórum de debates será o 3º Congresso Estadual de Cultura, que será realizado em Bento Gonçalves, entre os dias 15 e 17 de maio. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do site www.eventoscultura.com.br

Este evento é um evento diferenciado e único na história da cultura do Rio Grande do Sul. Pela primeira vez serão ouvidos, em forma de congresso, os mais diferentes atores do universo cultural buscando propor políticas de financiamento que contemple as culturas populares, as ações continuadas, as manifestações artísticas e todas as ações que podem ou devem receber incentivo— afirma Marco Aurélio Alves, presidente do Conselho Estadual de Cultura.

Quando o governo, tanto em âmbito municipal, estadual ou federal, vem aplicando cortes em programas, projetos e leis de fomento à cultura o 3º Congresso Estadual se torna imprescindível para o debate. Entre as pautas a serem tratadas há temas relevantes e que sempre estiveram fora da mesa de discussões e, o financiamento de ações culturais populares, está entre elas.  No dia 17, ocorrerá a Audiência Pública da Assembleia Legislativa sobre financiamento da Cultural, seguido de painel com o resultado das discussões e debates desta edição do Congresso.



III Congresso Estadual de Cultura, Bento Gonçalves
Local: Casa das Artes e Hotel Dallonder
Bento Gonçalves – RS

15.05.2019 - quarta-feira
18h30min - Show de abertura: Camerata da OSPA jovem
19h - Abertura oficial    Casa das Artes, em Bento Gonçalves
19h30min – Performance Teatro da Crueldade
Despindo o Abuso – um grito contra a violência e o abuso sexual
Direção: Marcelo Restori
19h40min – Palestra inaugural: Werner Schunemann  
20h40min – Um solo para a identidade desta terra: Pirisca Greco

16.05.2019 - Quinta-feira
 9h - As Organizações da Sociedade Civil e os Coletivos
Eduardo Vidal  – A.A da Casa de Cultura Mário Quintana 
Rafael Diogo dos Santos - Casa da Cultura Hip Hop de Esteio
Ana Lenine – Marquise 51  
Mediador: Antônio Holfeldt – Presidente da Fundação Theatro São Pedro 
 10h20min – O Sistema "S" e suas ações culturais
 Victor Hugo – SESI - Ex Secr. Cultura do RS 
Silvio Bento – SESC – Coordenador de Cultura SESC
Mediador: Angela Martins - Instituto Tarcisio Michelon
11h -  Performance – A voz das Ruas      Coletivo Universo
11h10min – Os Impactos da Economia Criativa 
Paulo Waine – Gestor cultural – ex mINC e SEDAC
Ana Fagundes – Diretora de Economia Criativa da SEDAC 
Luciano Ballen – Prod. Festival Música de Rua Caxias do Sul
Mediador: Carmem Langaro – Secretária Adjunta de Cultura
12h30min – intervalo para almoço
14h - O Financiamento de Espaços Culturais
Emilio Kallil - Fundação Iberê Camargo
Tarcisio Falconi da Cunha – CTG da Restinga
Cristina da Rosa – Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo
Mediação – Rafael Ban Jacobsen – Presidente da Academia Riograndense de Letras. 
15h10min - Performance de afirmação negra em honra a ancestralidade com Indiara Tainan e Thiago D’Ossanha
15h30min – A Visão dos Financiadores
Gustavo – Farinha Roseflor
Janine – Instituto Randon   
Mediador: Evandro Soares – Secretário Municipal de Cultura de Bento Gonçalves  
16h20min  – A Ausência de Financiamento 
Luciano Fernandes– Pres. Associação do Circo
Patrick Costa - Presidente do SINDIMUS
Fábio Cunha - Presidente do SATED
Mediação: Marcelo Mugnol – Jornal Pioneiro
17h30min – Audiência Pública - Ações Especiais do FAC
Condução: Carmem Langaro e Rafael Balle  
18h15min - Grupos de Trabalhos O financiamento à Cultura
Local: Salas de convenções no Dallonder Hotel
GT 1 – Lei de Incentivo a Cultura do RS
Mediadores: Marlise Machado, Jorge Stocking Jr,  José Edil de Lima Alves, Rogério Bastos,  
GT 2 – Fundo de Apoio à Cultura FAC
Mediadores: Moreno Brasil,  Airton Ortiz, Ivo Benfato, Otávio Capoano,  
GT 3 – Ações especiais do FAC
Mediadores: Marcelo Restori, Gisele Meyer, Paula Simon Ribeiro, Luis Antônio Pereira
GT 4 – O financiamento nos Municípios
Mediadores: Marco Aurélio Alves, Joyce Reis, Paulo Campos de Campos, Liana Richter 
20 horas – Espetáculo convidado: Bela, Eu Feroz - uma metáfora de nós mesmos. 

17.05.2019 – sexta feira
9h - Os Grandes Eventos e seu Financiamento
Iara Sartori – Festival de Cinema de Gramado – Gramadotur 
Nairoli Callegaro – ENART- Presidente do MTG
Jussara  Rodrigues – Feira do Livro de Porto Alegre
Mediação: Adriana Androvandi – Cultura Correio do Povo  
10h20min – O Município e a Cultura
Marcos André Piaia – Prefeito de Barra Funda
Josias Trento – Secretário de Cultura de Marau
Luis Marenco – Músico e Deputado Estadual 
Mediação: Prefeito Guilherme Pazzin 
11h40min - O Estado Financiador de Políticas Públicas 
Beatriz Araújo – Secretária de Cultura do RS  
Gilberto Freire Neto – Secretário de Pernambuco 
Mediação – Alexandre Lucchese – Editor de Cultura de ZH   
12h20min – Intervalo para almoço
14h – Encontro de todos os GTs para as elaboração das propostas a serem apresentadas sobre o financiamento a cultura ndo Rio Grande do Sul
16h –Audiência Pública da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa do RS  sobre o financiamento à Cultura
17h30min – Apresentação das Conclusões do Congresso
18h – Encerramento do Congresso

Fonte: 
Rogério Bastos
Assessoria Especial Eventos CEC